domingo, 18 de novembro de 2007

"Segundo notícia publicada no semanário Expresso o actual vice-presidente da RTP, Jorge Ponce Leão, foi um dos oficiais detidos pelos militares revoltosos do dia 25 de Abril e que derrubaram o regime ditatorial de Salazar e Caetano. A detenção de Jorge Ponce Leão, então alferes e oficial de dia no quartel da Escola Prática de Administração Militar, foi decidida pelos militares sublevados por ter sido considerado um oficial afecto ao anterior regime, e conhecido em Coimbra pela sua ligação aos meios da extrema-direita, ao ponto de ter sido nomeado pelo governo fascista da altura como Presidente da AAC ( Associação Académica de Coimbra) em 1967 o que lhe valeu, junto dos demais estudantes, ser conhecido por «funcionário do Governo e não reconhecido como estudante».
Actualmente Jorge Ponce Leão é vice-presidente da RTP depois de ter estado na administração do conhecido grupo económico Jerónimo Martins."
(...)

Post de 30.4.06, de Viriato, em pimentanegra.blogspot.com

5 comentários:

Luís Cabral disse...

Duvido da veracidade dessa informação sobre Ponce Leão ter sido detido pelos militares de Abril.
Tanto quanto se pode ler no currículo co vice-presidente da RTP, à data da Revolução, ele não era militar, mas consultor jurídico do Ministério das Corporações (Serviços de Acção Social), entre 1971 e 1974 e, de
1972 a 1974, foi também vice-presidente do Instituto de Formação Social e Corporativa.
Como, pois, era alferes e oficial de dia detido pelos militares de Abril?
Ver currículo de Ponce Leão em: http://www.dgtf.pt/docs/see_RTP/RTP2007_Modelo_Identificacao_orgaos_sociais_5.pdf

Se alguém puder esclarecer...

Luís Martins

J. disse...

Caro Luís Martins,

Obrigada pelo seu comentário.
Tentei seguir o link que nos indica, para ver o currículo do vice-presidente da RTP, mas não consegui.
Poderá, por favor, confirmar o link?
Obrigada

J. disse...

Caro Luís,

Já consegui seguir o link.
É muito interessante.
Dá razão à dúvida que levanta no seu comentário.
Infelizmente, não o sei esclarecer.
Só há alguns dias fui informada da notícia do ano passado no Expresso, a que se refere o post de Viriato, no blog pimentanegra.
Obrigada.

M. Andrade disse...

Leiam excertos da entrevista desse senhor ao Expresso em http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2007/02/ainda_os_grandes_portugueses e ficarão esclarecidos.

M.Andrade

Anónimo disse...

É uma VERGONHA que um Governo de Portugal tenha escolhido para administrar o Serviço Público de Rádio e Televisão um "senhor" com um passado desses de que não se arrepende.

Que tenha determinada opinião, em especial naquela época e naquele condicionalismo, é criticável, mas aceita-se-lhe, com a tolerância democrática que ele não tinha para com os outros. Que tantos anos depois, em plena democracia, faça afirmações tão indignas e tão anti-democráticas, não pode deixar de ser altamente censurável. E devia envergonhar aqueles que o nomearam e os seus sequazes.

Que tenha o descaramento de se considerar "imprescindível" para a RTP, depois de tudo o que fez para destruir a empresa e o serviço público (tanto de rádio como de televisão), só demonstra falta de sentido da realidade.

Esse senhor não terá consciência do mal que fez à RTP?

Não terá consciência de que outros gestores, com as mesmas condições que estes tiveram, teriam feito o mesmo ou melhor?

Não terá consciência de que NUNCA um governo anterior tinha mantido a mesma administração da RTP?

Não saberá que NUNCA um governo anterior havia convidado um administrador nomeado por outro governo para continuar no cargo???

Achará ele que é obrigação do governo manter os gestores nomeados por outro governo?

Não se lembra ele de que o governo que o nomeaou não manteve nenhum dos anteriores administradores da RTP?

Se o tivesse feito, talvez o lugar dele estivesse ocupado por outra pessoa...

Esse senhor já fez demais na RTP, para nosso mal e para sua vergonha.
REQUIESCAT IN PACE