terça-feira, 31 de julho de 2007


Em 24 horas o "velho continente" perdeu dois dos mais importantes vultos da 7ª arte. Trinta de de Julho marca o último adeus de Michelangelo Antonioni e de Ingmar Bergman.
A notícia da morte do cineasta italiano de 94 anos só foi conhecida esta terça-feira. Parcialmente paralisado e impedido de falar desde que sofreu um acidente cerebral em 1985, Antonioni contou com o apoio de Wim Wenders e Steven Soderberg para as suas derradeiras obras: "Além das Nuvens", de 1995 e "Eros", de 2004.
Aquando da entrega do Óscar pela carreira, Jack Nickolson, o protagonista de "Profissão: Repórter", sintetizou a principal característica de Antonioni, um cineasta "que será sempre atraído pela beleza, porque a beleza é verdadeira" O estilo de Antonioni começa a revelar-se em 1960 com "A Aventura", que marca o nascimento do cinema introspectivo.
A consagração chega com "Blow Up: História de um fotógrafo", pelo qual recebeu a Palma de Ouro de Cannes em 1967. Quase uma década depois em 75, assina "Profissão: Repórter", para muitos a obra mais bem conseguida no plano estilístico e político. Marcelo Mastroianni, Jane Birkin ou Monica Vitti que o acompanhou ao longo de uma década são alguns dos actores que trabalharam com Antonioni. Nos últimos tempos Antonioni dedicou-se à pintura, o adeus chegou aos 94 anos.


(Euronews)

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